IndieLisboa 2006

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Terminou este fim de semana mais uma edição do IndieLisboa e este ano batemos recordes. O ano passado assistimos a 2 filmes e ficaram por ver uns 3 que se encontravam esgotados quando lá chegáva-mos, mas este ano, na sexta dia 21 comprámos logo os bilhetes para as 6 sessões que queriamos ver a principio. Não podiamos fazer planos muito a frente porque o marido anda meio cá meio na Corunha.

Começámos na sexta com The Workingman’s Death de Michael Glawogger um poderoso documentário sobre 5 realidades de condições de trabalho manual. “As imagens, impressionantes, tão depressa remetem para a contenção do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, como evocam o terrível inferno de Bosch.”
Deste realizador ficaram por ver Megacities e Slugs pois era um dos realizadores que estava em rerospectiva na rubrica “Herói Independente”

No sábado 23 uma sessão dupla: “Me you and everyone we know” de Miranda July, que antes de se dedicar a realização já fazia alguns trabalhos multimédia, que  estão expostos no MOMA e no Guggenheim de Nova Yorque. É uma comédia romantica pintada a rosa. Watch it on DVD.
Depois vimos “Be here to love me” um documentário sobre Townes Van Zandt, um folk Singer/Songwriter que se tornou um objecto de culto. para mim, melhor que Dylan. Façam-me um favor e ouçam qq coisinha do senhor para perceber a razão deste culto.

No domingo foi o desperdicio de tempo a ver Mutual Apreciation. Um crossover de Jonh Cassavets e Woody Allen, mas mau.

Voltamos terça para “Play” o filme vencedor desta edição e um belo filme chileno de Alicia Scherson que esteve presente na sessão e respondeu a perguntas do público, entre elas duas minhas. Descrito como comédia existencialista este filme fala da adaptação do ser humano às constantes estaladas que a vida nos prega.

ESte sábado, 29 vimos “The death of Mr Lazarescu” o melhor filme para mim. è romeno e tem muitas semelhanças com portugal e o nosso sistema de saude. Iniciamos o filme com Sr Lazarescu a chamar uma ambulância por uma dor no peito e 5 horas mais tarde, 4 hospitais depois, o sr Lazarescu está perto da morte. “Apartamentos sórdidos, vizinhos vagamente prestáveis, médicos incompetentes e hospitais de pesadelo protagonizam esta extraordinária ode à mortalidade.”

Para o ano há mais, e ficaram por ver mais de 5 filmes nesta maratona, mas é uma questão de se encontrar o dvd ou de alguns terem distribuição comercial entre nós.

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