New York, a grande Babilónia

on Jul 21 in Quotidiano tagged by

Comecemos pela parte má que é para depois acabar tudo em bem.

Cheiros e Poluição. Nova Yorque é uma cidade gigantesca, e Manhatan é sobretudo gigante na vertical, pois em prédios de 80 ou mais andares concentram-se muitas pessoas. Essas pessoas produzem lixo, directa ou indirectamente. Essas pessoas usam carros, e esses carros poluem. E que carros usam eles? Aí, meus amigos, é que a porca torce o rabo, pois estes gajos  só têm carros enormes e tudo a gasolina. Na maioria SUV e Jipes ou carrinhas grandes. Os GMC, Escalade ou Chevrolet e depois os europeus BMW X5, VW Touaregs e Volvos XC90, que são os mais comuns dos carros, como são cá os Clios ou os Corsas. Tudo nas suas versões motorizadas mais potentes, e tudo a gasolina. O resto são taxis e carros familiares enormes. Não vi um único carro Diesel. Pequenos só uns 8 VW Golf e 3 Mini Cooper. Sim, dá para contar, tal é a desproporção. Depois há o fedor de certas ruas. Imaginem o cheiro do carro do lixo qundo passa por vós. É assim em algumas ruas de Chinatown e mesmo em Times Square ou nas imediações, algumas estações de metro incluidas. Águas estagnadas nas esquinas e à noite os estabelecimentos comerciais, os “Delis” e restaurantes atiram os sacos do lixo para a via pública. Quanto à poluição sonora, esta tambem é um bocado chata, tendo em conta as buzinas das ambulâncias e de alguns camiões.
Ao longe, vista através do Ferry de Staten Island, consegue ver-se a camada de smog. Tambem é verdade que apanhamos uma onda de calor, mas acho que a coisa é sempre assim:

As plataformas do metro são uma sauna, mas em contrapartida as carruagens são frigorificos.


Falando de coisas boas, acho que visitámos quase tudo o que estava previsto, e mais uma vez fizémos uma rodagem brutal às solas dos ténis.

Como já tinha dito, apanhámos uma onda de calor e levámos com temperaturas acima dos 38 graus e tudo isto com altos niveis de humidade o que tornava o ar por vezes insuportável. O que nos valeu foram os deliciosos FRAPUCCINOS do Starbucks, dos quais vou sentir muita falta, e o ar condicionado quando voltamos para o hotel.

 

O glamour da cidade está realmente concentrado na 5ª avenida e no Upper East and West Side. Very high Standards. Os bairros mais castiços e giros são East Village e Greenwich Village. São trendy e Indie. Lá estão as lojas de musica e de vintage clothes. O Soho tb é trendy, mas mais upper class.
Em chinatown abundam as lojas de roupa , malas, relogios e perfumes de contrafacção. Foi lá que comprámos umas texertes, e tudo regateado. Começam por pedir 12 ou 15 dólares por texerte, mas com conversa a gente trás de lá 4 a sete ou oito dólares cada. Assemelha-se em certos aspectos ali ao mercado da mouraria, pois tb tem muitos Indianos. Em Litle Italy alguns restaurantes têm fotos dos donos com os actores de Os Sopranos.

Passámos um dia pelo Ground Zero e por Wall Street, mas claro, ai neste momento não há nada para ver. Passámos a Brooklyn Bridge a pé e apanhámos o Ferry para Staten Island pois eram duas coisas que eram de graça.

O resto era a pagantes, museus e tal, embora alguns fosse o regime de pay what you wish,  mas ainda assim conseguimos uma borla, que foi o caso do MOMA que tem as Free Fridays a partir das 16.

Outros museus visitados:

American Museum of Natural History, o Metropolitan Museum of Art e o Museum of Jewish Heritage. Tudo enoooorme. Desistiamos ao fim de 4 horas de visita já saturados. Nem dávamos pelo tempo a passar, mas as pernas e os pés é que denunciavam o cansaço. Colecções riquissimas e soberbas. No MET principalmente estão lá dezenas de Picasos, Dali, Van Gogh, Matisse, monet, Piacabia, Mondrian, toulouse-lautrec, Renoir, Miró, etc. Das temporárias vimos uma homenagem em fotografia a Susan Sontag e uma com o paralelismo Klimt- Shiele/ Drawings.
Central Park é uma maravilha no meio daquele caos, mesmo a um domingo a tarde quando invadida de turistas, já o mesmo não se pode dizer de Times Square, tanto de dia como de noite. Todo aquele neon parece atrair hordas de turistas como se fossem mosquitos, e é quase impossivel andar por ali sem mandar uns quantos encontrões.

Andei toda a semana num semi-regime de Star Spotting, mas nada. Sempre de câmara na mão, mas nem sequer uma celebridade vi, e no entanto elas devem ter andado por ali. Ainda tive esperanças de ver o Conan O’Brian, uma vez que o hotel era ao pé dos Estudios da NBC, mas nada. Era para trazer uma texerte mas a porra do merchandise era um balúrdio. Tb quis ver o Ralph Fiennes no Teatro, mas os bilhetes eram a 90 Euros. É uma cidade cara, muito cara. E nem falo das Lojas da 5th Avenue, porque ai era só olhar, mas roupa e sapatos lá é tudo caríssimo.

Bonita é a Barnes & Noble. Ai que uma pessoa perde-se completamente no meio de tanto livro. A Secção de Design e Webdesign eram um sonho, assim como a gigantesca secção de culinária. Trouxemos um do Jamie Oliver claro.

De resto, compraram-se  livros, dvds, cds e texertes que deu para encher uma mala. Ainda trememos ao passar hoje pela alfândega, mas vá lá…

Compras minhas foram:

Isto:
Madonna – I Am Going To Tell You A Secret


Livro

Fotos aqui.

One Comment

  • Visitante X says:

    Bela viagem, ainda bem que no final correu bem, embora ainda devam ter partículas de poluição a sair do nariz, não?!
    Espero também que sirva de inspiração para futuros trabalhos e que o livro te dê muito jeito eh eh eh ;)
    Cumprimentos daqui da oficina! :D

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