Cum camandro.

on Jul 31 in Musica, Pessoais, Quotidiano tagged by

No sábado à noite em Sines, aquilo foi uma festa punk-cigana-pós-perrestroika e coiso e tal.

Pois eu sei, disse que não ia e tal, mas no sábado, após uma divinal refeição de miolos à alentejana (DE PÂO), e aproveitando que à sombra estavam uns 35 graus, apostei forte e feio numa sesta que me levaria até às sete da tarde num descanso que há muito não tinha. Sou acordada pelo Paulo

-Olha, o Esteves está em Sines, queres bilhete?
-Que horas são?
-Sete.
“Thinking Mode: epá, dormi quatro horas, baril!”
-Sim, compra, afinal vou.

Mas afinal, teria sido preciso mais umas valentes horas de sono, pois os dois primeiros “artistas” foram “la Merde”, para ser aqui simpática e tal. Já estava a desesperar, pois só estava na expectativa de ver os últimos, os Gogol Bordello, mas ainda assim mantinha as expectativas baixas, tal era a seca que estava a levar. Sabia no entanto que aquilo pior não ficava.

Mas eis que os Gogol entram a partir aquela coisa toda. Não há cá dialogos, nem conversetas, é 1-2-3 toca a andar, acaba uma e começa a outra. Acusam-nos agora ai pela net, (uns detractores maliciosos que por coicidencia adoraram o Knaan e a Erika Stucky, as duas secas anteriores) de ser uma fórmula repetitiva e básica.

Até pode ser a mesma coisa, o caraças, mas os gajos meteram o people a pular e a moshar, fizeram 3 encores e não se queriam ir embora.

Acabou de tal maneira em beleza que já não quis descer à praia para ver o Sr. Coconut.

Se eu bebesse até tinha levado a coisa melhor. Enquanto os outros dois ali estavam tinha emborcado umas bejecas e acabaria por ficar bêbada a e cagar para aquilo tudo, e ao chegarem os Gogol era a puta da loucura, mas sóbria custa mais.

Não sou moça festivaleira, e a este só vou porque tenho casa a 20m. Comodidades petit bourgoise…

A musika do dia fica a cargo do Ggol Bordello – Start Wearing Purple

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