Ahhh, assim sim.

on Feb 05 in Pessoais, Quotidiano tagged by

2007 Igualado em apenas 35 dias.

Falo de cinema. Ainda hoje estou para perceber como perdi tanto filme, o que me manteve afastada das salas de cinema. Ora trabalho, ora formação, ora cansaço, e o facto do Fórum Montijo ser Lusomundo e só passar blockbusters ranhosos e de Lisboa ás vezes parecer looonge.
Bom, transitado de 2007, marcado na agenda as a must see estava a o Paranoid Park,de Gus Van Sant, e é um filme lindo, com sequências perfeitas, planos que nos colocam na pele do protagonista. Houve ali repetição no estilo já mostrado em Elephant, mas ainda assim resulta e bem.

Na sexta, uma visita a cinemateca para UCCELLACCI E UCCELLINI (Passarinhos e Passarões), um Pasolini com “Tótó”, o Chaplin Italiano. Não aprecio Pasolini, continuo a achar que parece amadorismo aquela coisa de se meter os diálogos aparte depois na montagem e aquilo parecer uma dobragem ranhosa. Não fosse a mímica de Totó e não percebia grande coisa, pois falado em italiano e legendas em francês….confuso, pois embora apanhe um pouco do Italiano, e até leia qq coisa em Francês, não sabia bem por onde me guiar.

Sábado foi dia de Tim Burton, e o seu muito Gore Sweeney Todd. O filme é bom, mas aquelas degolações são demasiado explícitas para uma gaja que não gosta de ver muita tinta no ecrã. Nunca apreciei muito o Jonhy Depp, nunca lhe achei piada, e confesso que só nos filmes do Burton é que acho que o rapaz se sai bem. Eu sei que é implicância, mas pronto. Já a senhora Helena Bonham Carter, fica sempre bem na fotografia, e tem uma bela voz.

Ontem, uma pequena viagem até Setúbal, para ver no decadente mas ainda assim sumptuoso Luísa Todi a reposição de “Imitation of Life”, de Douglas Sirk, que já esteve no Nimas e agora anda em tournée pelo Pais. Uma cópia restaurada para marcar o lançamento de um Pack de DVD’s de Douglas Sirk, este filme é um belo dramalhão, daqueles com a bela sequencia ao fim de nos secar a alma (chuif chuif). Uma história simples, de duas mães, mulheres de diferentes ambições, duas filhas, e de um homem, lindo, que soube esperar. Tem Lana Turner e vale mesmo a pena.

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