Sapo Unplugged – Conferência de Usabilidade
on May 21 in Sites, Webdesign tagged by Célia LeocádioHoje foi dia de Road Trip até Aveiro para a Conferência de Usabilidade proporcionada pelo Sapo. A viagem correu bem, tanto a ida como a volta, pela A8 e A17. Como sempre, e como boa Alentejana, levei o meu farnel de sande e sumo, mas no campus da Universidade de Aveiro havia comida barata, e assim ao almoço despachei uma baguete de presunto + sumol + café por 2.50€ o que até ficou em conta.
Fiz bem em não levar o portátil pois não houve net disponível. Ainda tentei com o Ipod Touch, mas a rede Unplugged não deixava aceder. Não estava truncada, porem, inacessível.
Bom, Road Trip aparte, vamos para a conferencia. Começou com apenas 20 a 30m de atraso, e o primeiro orador, o Henning Fisher, falou sobre a importância de elaborar um produto a pensar na interação do utilizador com o producto. O titulo da sua apresentação era Product Strategy, e usou como exemplos na sua apresentação a Apple (ipod) e os primórdios da Kodak, o Tivo e a Wii.
Neste momento, usar a Apple como case study de sucesso, de design de produto deve ser usual, mas obviamente faz todo o sentido. “Figure out what people want” é uma frase que salta de um slide da apresentação de Henning, e é provavelmente força impulsionadora de muito projecto inovador, mas nem sempre ele resulta porque muitas venzes não é pensada e estudada a interacção do utilizador com esse produto. Ok, eles precisam disto, eles vão querer isto, mas convém descomplicar o uso dessa mesma aplicação / software / site. Keep it Simple. Assim aconteceu com o Ipod e a sua maravilhosa wheel.
Exemplo mais recente foi a Wii. Bate a concorrência em vendas, e a sua mais valia é mesmo a facilidade de utilização e interactividade. Eu sei, tenho uma cá em casa. Toda a gente pode jogar, a mãe , o pai, a avó, todos. Isto é Usabilidade: Todos podem usar. Tem gráficos excelentes comparados com a concorrência? Não, aliás, no ténis aquilo tem vários bugs gráficos, mas não tou nem ai, salto, pulo, o que eu quero é isto. E eu sou o exemplo perfeito. Toda adolescência gastei dinheiro em carrinhos de choque, snooker, ping pong, matrecos, ….etc, mas quando me via com um joystick ou um comando da PS2 na mão aborrecia-me ao fim de 30 Minutos. Não tinha piada nenhuma jogar ao computador. Com a Wii a coisa mudou. Aliás, mudou assim que experimentei o Eyetoy na Vobis, mas a Wii veio cá para casa uma semana depois. Cativa qualquer visitante que a experimenta. O segredo: é simples, é apontar e mexer
Aqui fica a apresentação dele
Os oradores que se seguiram não tiveram muito interesse. Tudo o que depois foi dito o Google Analytics já faz.
Nota positiva para o Coffee Break, as miniaturas estavam excelentes.
Na segunda parte, a apresentação do Ivo já conhecia, ele já tinha partilhado a apresentação na net em 2007, e apesar da tosse, correu-lhe bem.
Depois o Bruno Figueiredo da empresa Idéias e Imagem apresentou-nos o exemplo de redesign da Homepage do sapo como case study de um projecto de implementação de Usabilidade. Ele é também o presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade. Parecia um bocadinho uptight. Tinha deixado o fatinho em casa que a ocasião não era para isso! Outra sugestão de Usabilidade: meter os gráficos da apresentação na Vertical, para que não tenha de inclinar a cabeça 45 graus para ler as legendas. Gostei da apresentação, apesar destes reparos.
Era deveras interessante a apresentação do Pedro Custódio, mas foi a voar que eu a vi. Tudo para cumprir horários, eu sei, mas não devia ter sido apresentada como foi. Havia conceitos muito interessantes de Shaping Ideas, meetings, , o uso dos cartões (foi tão rápido que eu já nem me lembro o nome do processo ) , e os testes de Usabilidade à pressão. Era bom que ele depois a disponibilizasse para poder rever.
Esta conferencia abriu-me os olhos em algumas coisas práticas em que estou a trabalhar. Nada do que ali foi falado é novo, são conceitos que eu já adquiri, fazem parte da minha wikipedia cognitiva, já li Jakob Nielsen, leio blogs e artigos on-line diariamente, mas é sempre bom relembrar que o importante é colocar em prática tudo o que se sabe.
Vi algumas caras conhecidas do Prt.sc, penso que alguns estavam a minha frente na 1ª parte ( aquela conversa do eixo Python – Perl – Ruby seilámaisoquê era-me familiar de uma certa mailing list) mas não tenho certezas. Outras caras já tive a certeza ( porque tem a sua mugshot nos respectivos sites), casos do Hugo do blog Lisbon Lab, do Karlus, e da Isa que era a única pessoa que já conhecia, e a quem falei.
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Desculpa…… como é que é possível que tenhas omitido o melhor espectáculo do dia?
O malho do Pedro Custódio, que serviu para nos acordar a todos, do tédio que estava a ser aquela segunda apresentação
Não vi mais que isso, a primeira, a segunda e o malho do Pecus, e este último foi sem dúvida o ponto alto (ou baixo, se for a perspectiva do Pedro).
E ninguém se levantou para o ajudar. Contra mim falo que estava mesmo ali à beira onde ele aterrou.
Foi o momento alto, mas não memorável, Já não me lembrava disso. E depois, coitado do rapaz…
Bem me parecia que te tinha reconhecido na plateia. De facto estava um bocadinho overdressed, mas com a cena das inaugurações não sabia bem o que levar. Antes isso que estar underdressed
. Não fazia ideia que o pessoal em Aveiro era tão descontraido.
Têm é de me dar um desconto que vim de propósito de Inglaterra na noite anterior e estava com uma quase directa em cima.
Boa ideia a dos slides
Excelente resumo. Vou tentar publicar o meu, ao final da tarde.
Também te reconheci, mas tenho que confessar que sou um pouco tímido, pelo que não tive a coragem de te cumprimentar. Nem a ti, nem a outras pessoas, com quem já falei por alguma forma electrónica.
Acho que um dia destes tenho de fazer um post sobre a discrepância entre a familariedade, com que nos dias de hoje comunicamos com uma pessoa, por email, por IM, ou mesmo via Twitter e o pouco à vontade que por vezes temos em abordar essas pessoas no mundo físico, se não existir alguém a apresentar-nos. É claro que nem todos somos assim, mas tenho a certeza que não sou o único, mas será este um comportamento normal, habitual?
Comportamento normal das pessoas mais timidas claro! Tenho esse mesmo problema, mas, ño meu caso, se falasse no IM já teria uma certa familiariedade em falar com as pessoas, dirigir-me pessoalmente. Acontece que no meu IM apenas tenho pessoas que já conheço pessoalmente ou malta das relações de trabalho. Não tenho twiter.
O mesmo se aplicará por ex ao Hi5, talvez tenha lá 5 pessoas que não conheça pessoalmente. Aplico-lhe a regra qd recebo um convite, se não conheço, não aceito.
E depois há sempre aquela questão: O que é que eu lhe vou dizer?
Até com a Isa troquei breves frases, e já partilhámos uma tarde de praia / 1ª sessão de bodyboard. It’s Awkward!
Mas há pessoas das quais sinto que talvez engaja-se numa conversa quiçá com mais conteúdo, pois parecem-me mais familiares, mesmo sómente aqui neste mundo, pela partilha de interesses e gostos.
Mas força com essse post, será certamente muito discutido.
* Eu ainda não percebi bem para que raios serve o Twiter…..Juro!