Primavera Sound 08 Report II

on Jun 10 in Musica, Pessoais tagged by

Bom, antes que se acabe o feriado, que foi bastante produtivo, é melhor botar para o papel virtual o restante do resumo do Primavera Sound 08.
O 2º dia começou com uma ida a volta das Ramblas a procura de umas comprinhas para fazer e depois umas tapas na Cerveceria Catalana, voltamos para o descanso do Hotel. Por esta altura já eu estava meia partida, mas ainda havia mais duas noites para aguentar. Não era hora de desistir.
Neste segundo dia, 30 de Maio ia haver dois concertos que ambos queríamos ver no Auditório, onde havia bilhetes reservados, a venda por mais 2 euros, e os lugares sobrantes. Não tínhamos comprados essas entradas por isso fomos para a outra fila, mas após 40 minutos de espera em pé acabámos por desistir. Nem Bill Callahan nem Portishead, entrámos no recinto e eu fui-me logo sentar na zona de restauração, e por ali fiquei um bom tempo, escarrapachada em duas cadeiras. Ainda apanhámos o som dos The Strange Death of Liberal England, no palco CD Drome, mesmo ao lado. Soavam a Arcade Fire, e soube agora que andaram este ano em Tourné com os Manics. Seguimos para o Rockdelux onde estavam os Sebadoh, muito chatinhos e quem salvou a noite foram os DEVO. Os melhores do segundo dia, já que depois voltámos ao palco principal para ver Cat Power (ressalve-se já que eu não acho grande piada à moça, nunca achei, mas o marido gosta e já uma vez a moça o tinha feito ir ao Porto onde ela deu tudo menos um concerto, e portanto queria o payback), mas das duas uma, ou era o som que estava muito mau, ou a gaja já estava tratada pois não se percebia nada do que saia da boca daquela mulher. Demos por terminada a noite.

Ao 3º dia já não aguentava mais de 20m em pé, já nem sentia as pernas. Mas estava reservado o melhor dia de Festival, mesmo sem eu saber. Entrámos e fomos logo para o ATP, para ver Silver Jews. OK, adorei. Já tinha ouvido, mas não lhe liguei muita importância, mas ali de facto foi devoção à 1ª musica. David Berman não interage muito com publico, parece estar a ler as letras numa folha de papel, e tem tee-shirts verdes num saco de plástico que de quando em vez atira à audiência. Uma pequena nota: O vocalista maluco dos Les Savy Fav estava na audiência curtir que nem um maluco. Seguiram-se os Kinski (a bit of Sonic Youth and Black Sabath) e os Deerhunter.
Passagem para o Palco Estrella Damn para Dinossaur Jr. que o marido curtiu a brava. O J. Mascis tinha cerca de 15 amplificadores Marshal atrás dele. Aquela porcaria debitava um estrondo o caraças, really rocked the night. Ainda antes da uma fomos para o palco principal para espreitar Tindersticks, mas após 2 musicas lá fomos ver a sensação Indie do momento, os Les Savy Fav. Aquele gajo é maluco! Sai do palco, mete-se no meio da multidão, interage com o publico, pergunta o nome, o signo, diz que está a gostar muito, causa um estardalhaço. Concerteza que fez ali muitos fãs devotos á sua causa. Eu ainda não saquei nada, mas está prometida uma audição atenta. O concerto não pude vêr todo, porque já tínhamos marcado com os Animal Collective acabar a noite no Estrella Damn. E foi o melhor que fizemos. Estava prometido um grande concerto. Tanto os Deerhunter como os Dinossaur Jr recomendaram Animal Collective nas respectivas actuações. Aquela porcaria estava com um som do caraças, até me deixou as entranhas aos pulos, minha nossa senhora dos décibeis. Acabou tudo pelas 3 e tal da matina pois havia um avião para apanhar na manhã seguinte.

Os melhores do Festival:

Portishead
Silver Jews
Devo
Dinossaur Jr
Deerhunter
Animal Collective

One Comment

  • zito says:

    dos que já vi ao vivo gostei muito de Deerhunter e Animal Collective, sempre inventivos, e provocadores sonoros …..

    os portishead são sempre geniais em concerto ….

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