O que é que lhes falta?

on Aug 27 in Sites, Webdesign tagged by Célia Leocádio

Esta semana fui ao site da Novabase. Recebi uma mensagem via linkedin para enviar o meu CV e resolvi ir ao site ver como andavam as vistas e que oportunidades por lá andavam.

Quando abri o site reparei que o dito está na mesma faz uns 3 anos, ou até mais…não posso precisar. Encostadinho ali à esquerda, a esticar-se todo para direita, como nos bons velhos tempos das resoluções 800×600. Palpita-me que pode ser sharepoint, mas isso não vem ao caso.

Vou espreitar os seus pares: Pararede (agora glintt), a Link consulting, a PrimeIT (joomla :D ) entre outras, e reparo que no caso de algumas os sites pararam no tempo.
Não, esperem, a Link renovou o seu site, talvez há poucos meses, mas a verdade é que continua com um design bem datado, a servir a velhinha resolução, e muito pior, um design pronto a caber num T0, tudo apertadinho com medo de tocar nas margens do browser (hint: WHITESPACE).

Estas empresas têm acesso a bons profissionais, seja através do recrutamento para outros clientes ou pelos que já tem nas suas fileiras, no entanto parecem não se preocupar com a sua presença on-line. Tudo bem, tem que respeitar a sobriedade, os core-values da empresa, mas bolas, tem de ser assim tão pobres?

Já que investem tanto nas suas publicações/newsletter em papel a referir novos projectos, clientes, case-studies, tecnologias, etc, não podiam dar um pouco mais de interactividade e melhorar o interface?

Limitações das plataformas que usam? Das directivas? Budget? O que se passa?

A Pararede tem coisas deste género.

A PrimeIT já investia num novo template joomla, de todas era a que fazia a festa mais barata pois escolheu opensource.

A Link devia saber mais sobre legibilidade, transparências (aquela imagem do rodapé podia estar mais optimizada, pois em fundo azul é a desgraça) e optimização de imagens.

Outros exemplos:

accenture.com
tecnidata.pt
rumos.pt ( aquele menu de topo é algo de maravilhoso )
interreditus.pt (malta da Quodis, já já propunham ao vosso cliente uma mudança)
agap2.com

and só ión

Quis somente referir algumas empresas cujo foco principal é recrutamento e outsourcing para projectos para terceiros, mas falham quando se trata de tratar do seu próprio “projecto” online.

7 Comments

  • Vitior Pereira says:

    Para quem gosta de buzzwords estão todos muito ‘Web 0.9′ :)

  • lmjabreu says:

    1-n percebem puto de web
    2-já teem o tacho feito agora é só deixar os € fluir so who cares about our website
    3-os clientes deles tb n percebem puto de web por isso era € deitado ao lixo só pro site parecer diferente, ninguém iria perceber o valor daquilo

  • Célia Leocádio says:

    Acho que concordo com o Luis.

    Podiam de facto tentar apostar mais na relação cliente/recruitment mas isso agora não deve ser prioridade. Money is rolling, leave things as they are.

  • Bezierk says:

    Infelizmente a atitude descrita no post é endémica em portugal. toda agente quer ter uma pagina mas todas as páginas acabam por ser placeholders.

  • Bom, para saber se percebem ou não “puto de web” seria necessário conhecer a opinião dos diversos clientes e olhar para o trabalho feito não com olhos de quem quer criticar mas com olhos de quem quer avaliar.

    Por outro lado é compreensível que a falta de tempo e consequentemente recursos possa manifestar-se nos projectos internos.

    A Fullsix, uma empresa que faz um excelente trabalho diga-se de passagem, também tem um site completamente ultrapassado.

    Com isto esclarecido os sites estão realmente ultrapassados. It’s like going back in time to a place where everything is done by kick.

  • says:

    design “antigo” e não “datado”. se bem que também podias dizer “aspecto antigo” se bem que o significado não é o mesmo.

    de qq maneira aposto que tem data e, daí, ser um design datado.

    quanto ao joomla…acho que podiam ter escolhido algo melhor, o que não é dificil, um exemplo é o drupal.

    de qq maneira estas empresas são geridas por gestores, acho que basta dizer isso para se perceber o razão do desastre.

  • Bom, falando da minha experiência que já trabalhei numa dessas empresas, a maior parte das vezes tem noção de que o site está desactualizado, mas não há disponibilidade de nenhum dos colaboradores para se dedicar à renovação site (leia-se: está ocupado com projectos “rentáveis”).

Trackbacks and Pingbacks

Leave a Comment


Switch to our mobile site