Post de retorno

on Jun 26 in Novidades, Pessoais, Quotidiano tagged by

Ai o pó que vai neste blog. Um ano sem cá botar palavra é de facto caso de abandono.

Uma pessoa gasta o verbo nas redes sociais e depois fica sem assunto para vir aqui escorrer sobre as novidades. No entanto se há coisa que não faltou neste ano que passou foi novidades, a maior das quais a minha gravidez e o nascimento da minha filha Ana Sofia, já com 5 meses.

A gravidez foi um bocado atribulada, pois não foi fácil conjugar trabalho e a escola com a gravidez. Má disposição, cansaço, uma pança enorme, um portátil às costas, fazer o eixo diário Setubal-Montijo-Lisboa, estudar, fazer trabalhos, uma coisa impensável.

Mas mesmo sem haver planeamento, tudo se conjugou no calendário. A miúda nasceu a 27 de Janeiro, época de exames, em que só tinha de fazer um, de Gestão de Projectos, e fi-lo, cerca de dez dias depois da miúda nascer, numa altura em que o descanso e tempo livre era uma miragem. E passei.

Ao principio foi muito difícil a mudança de paradigma. A gaja que outrora não parava, workaholic praticante, agora tinha que ficar em casa, a cuidar de uma coisinha linda, pequena, que dependia de mim para tudo. Desejei muitas vezes voltar a trabalhar asap, voltar para a minha antiga rotina. Mas como em tudo, há um processo de adaptação, e a miuda ficou menos dependente, mais engraçada e gira e eu contente por poder estar com ela o dia inteiro a beber cada momento do seu crescimento.

Agora, passados 5 meses é hora de voltar ao trabalho, que acontece já esta segunda-feira, e confesso que estou tranquila. A miúda vai agora ficar com o pai um mês, auxiliado pela avó que será a futura guardiã da menina enquanto os pais trabalham. Esta sempre foi a opção inicial, tal que, durante o 2 semestre de 2010 andámos à procura de uma casa nova para os meus pais, para poderem tomar conta dela e sair da casa podre onde moravam..

Ora isso foi uma aventura, misto de pesadelo. Aldrabices e mais aldrabices, é o resumo da experiência. Até que, uns 5 dias depois da miúda nascer lá encontrámos a casa perfeita, 17 mil euros abaixo do preço regular dessa urbanização, uma casa com apenas 4 anos, e devo dizer, full-extras. É um investimento para o futuro. Só esta aventura merece um post futuro.

Tínhamos duas hipóteses no mercado: casas com 20/30 anos a serem restauradas (mal e porcamente) por 75/80 mil euros e semi-novas de 5-10 anos acima dos 100 mil.  Quando a miúda tiver idade adulta a casa está quase paga. Só é preciso saúde e trabalho para a pagar. Feito o Investimento, ficamos a pagar pela prestação, agua, luz e gás o mesmo que pagaríamos a uma ama ou infantário, e resolveu-se 2 problemas, a habitação precária dos meus pais e ficámos com uma “ama” exclusiva. E com estas histórias recentes de amas e creches…é uma sorte poder fazer isto.

Ora bem, depois de comprada a casa é mobilar, e lá andei eu, com a miúda atrás, em compras, mudanças…outro stress. Não houve muito descanso nesta licença de maternidade que passou a voar.

Agora é voltar ao activo, e estou com a pica toda :)

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