Four years More
on Aug 08 in Pessoais, Quotidiano tagged || 4 Comments »Ontem foi dia de aniversário duplo. O meu e de “casamento”.
Quanto ao meu aniversário, já tive dias melhores, mais excitantes, com amigos, prendas, festas etc, mas nos últimos tempos não tem havido festejos nem celebrações. Ontem trabalhei, e como ando assim um pouco em baixo tambem não disse nada a ninguem, nem relembrei as amigas e tal. Preferi assim.
Quanto a prendas, eu acho que as recebo no dia a dia, por isso fiquei-me com um lindo ramo de flores e a palavra da minha mãe:
“Já escolheste um relógio? Quando comprares diz quanto é que eu dou-te o dinheiro”
Por coicidencia, o relógio que ela me tinha emprestado deu o berro ontem, no duche, pois estava habituada aos meu relógio a prova de água e não me lembrei que estas coisas baratas não o são. Tenho de me apressar a escolher.
Para o aniversário de “casamento” tive direito a um jantar supimpa no restaurante “Varanda de Lisboa”, no hotel mundial. É uma vista bonita sobre a baixa, mas Lisboa está cada vez mais triste e sem qualquer encanto. A iluminação nocturna do revela apenas os skaters do Rossio, e as jovens prostitudas do Martim Moniz. É triste. Ainda com luz, pelas 8 da noite, e já miudas que aparentam 16 anos, de tez morena (brasileiras?), se vendem.
Não estava era habituada a “jantar” mais que um prato de sopa e parecia que o estomago não tinha espaço para quase nada, mas estava delicioso.
Portanto, 28 anos já passaram (depressa demais) e 4 deles a aturar o Paulo e vice-versa. Venham mais quatro.
Cum camandro.
on Jul 31 in Musica, Pessoais, Quotidiano tagged || No Comments »No sábado à noite em Sines, aquilo foi uma festa punk-cigana-pós-perrestroika e coiso e tal.
Pois eu sei, disse que não ia e tal, mas no sábado, após uma divinal refeição de miolos à alentejana (DE PÂO), e aproveitando que à sombra estavam uns 35 graus, apostei forte e feio numa sesta que me levaria até às sete da tarde num descanso que há muito não tinha. Sou acordada pelo Paulo
-Olha, o Esteves está em Sines, queres bilhete?
-Que horas são?
-Sete.
“Thinking Mode: epá, dormi quatro horas, baril!”
-Sim, compra, afinal vou.
Mas afinal, teria sido preciso mais umas valentes horas de sono, pois os dois primeiros “artistas” foram “la Merde”, para ser aqui simpática e tal. Já estava a desesperar, pois só estava na expectativa de ver os últimos, os Gogol Bordello, mas ainda assim mantinha as expectativas baixas, tal era a seca que estava a levar. Sabia no entanto que aquilo pior não ficava.
Mas eis que os Gogol entram a partir aquela coisa toda. Não há cá dialogos, nem conversetas, é 1-2-3 toca a andar, acaba uma e começa a outra. Acusam-nos agora ai pela net, (uns detractores maliciosos que por coicidencia adoraram o Knaan e a Erika Stucky, as duas secas anteriores) de ser uma fórmula repetitiva e básica.
Até pode ser a mesma coisa, o caraças, mas os gajos meteram o people a pular e a moshar, fizeram 3 encores e não se queriam ir embora.
Acabou de tal maneira em beleza que já não quis descer à praia para ver o Sr. Coconut.
Se eu bebesse até tinha levado a coisa melhor. Enquanto os outros dois ali estavam tinha emborcado umas bejecas e acabaria por ficar bêbada a e cagar para aquilo tudo, e ao chegarem os Gogol era a puta da loucura, mas sóbria custa mais.
Não sou moça festivaleira, e a este só vou porque tenho casa a 20m. Comodidades petit bourgoise…
A musika do dia fica a cargo do Ggol Bordello – Start Wearing Purple
Voltando aos sonhos…Parte II
on Jul 27 in Pessoais, Quotidiano tagged || 2 Comments »Ia responder à isa, mas achei melhor fazer um post.
Isto dos sonho é muito complicado, e alguns valem mesmo grandes sacrifícios, porque depois, se vês que afinal estiveste “quase lá” e não te esforçaste mais um pouco….Porque há sonhos, como eu disse, só estão ao nosso alcance por um determinado tempo, depois Puff.
Vou dar um exemplo:
Desde os meus 10 anos que sou fã da Madonna. mas daquelas mesmo malucas. Não, não sou daquelas que se vestia à Madonna, nem nada que se pareça, mas pronto, o meu maior sonho era ver um concerto dela. Mas um concerto da Madonna, como vocês devem saber, não é um concerto como os concertos das demais bandas, em que só muda a setlist conforme o último álbum. Aquilo para mim nem é um concerto, é o maior espectáculo do mundo.
Entretanto, corria o ano de 2003 e a senhora veio cá. Sonho realizado, valeu os 60 euros e a espera de tantos anos, e pr essa altura nem sequer já a andava a ouvir, pois aquela coisa desgrenhada, “American Life”, era um vómito de álbum, mas ainda assim o que contava era o espectáculo. Foi o concerto da minha vida? Epá, foi. Foi a melhor Tour da Madonna? Não! Mas na altura eu não sabia disso, pois não prevejo o futuro.
What’s the point, Perguntam vocês? Vem já a seguir…
O ano passado, Dois meses antes das férias em NY comecei a indagar sobre os happenings na cidade, concertos e tal. Fiquei chateada porque ia perder a Fiona Apple por dois dias (essa infelizmente não há grandes hipóteses de cá vir um dia), mas reparei que a Madonna was in Town no Madison Square Garden com a Confessions Tour. Epá, não há melhor coincidência dizia eu na altura… Mas a realidade é esta: A senhora cá, se bem se lembram, esgotou o pavilhão numa manhã, e em NY a coisa não foi muito diferente, pois quando eu procurava bilhete já só havia a 400 ou mais euros. Ainda para mais na altura eu estava desempregada há quase 2 anos, sem tusto, e nunca tive feitio para roubar. Depressa tratei de recalcar esse sonho, mas ainda lembro de deambular por NY a fazer piadas de achar um bilhete no chão, e de em Central Park andar toda a lerta a procura dela no seu Jogging habitual, e que no dia seguir ao concerto passámos pelo Madison Square Garden e que na altura senti uma tristeza imensa por não o ter visto.
No sábado, sozinha em casa meti o dvd da tournée para ver e até me ia dando o badagaio. Foda%$#, então não é que este foi sem dúvida o melhor espectáculo dela?
É de uma pessoa entrar em depressão, juro! E o que é que uma pessoa pensa?
“Epá, que parva, então eu tive na mesma cidade onde estava o concerto, uma oportunidade daquelas e não fiz os sacrifícios que o sonho merecia? Tinha ido para a caixa do supermercado ou fazer limpezas ou sei lá, mas eu podia ter visto isto!!”
É assim, por vezes temos as estrelinhas e os planetas todos alinhados, mas esquecemo-nos de fazer a nossa parte.
Isto são só postas de bacalhau aqui da je, que hoje parece estar muito “trancendental”
Though I am old enough to have discovered that
the dreams of youth are not to be realized in this state of existence,
yet I think it would be the next greatest happiness always to be allowed
to look under the eyelids of time ,and contemplate the perfect steadily
with the clear understanding that I do not attain to it.
Henry David Thoreau
Wacom, sonhos, trabalho e musica.
on Jul 27 in Musica, Novidades, Pessoais, Quotidiano tagged || 1 Comment »Então primeiro a Wacom. Quem tem?
Nunca utilizei uma, e confesso que embora saiba para que serve ou o que faz, não sei se devo investir numa, sem primeiro perceber as suas vantagens no trabalho que desenvolvo.
Gostaria portanto de perguntar se alguém aqui utiliza uma wacom, quais as vantagens, quais os softwares com que ela trabalha, etc.
Amanhã é dia de seguir para baixo, mas este ano não irei a nenhum concerto do FMM.
O cartaz não tem nenhum nome que me seduza a não ser os Gogol Bordello e o Sr. Coconut, mas mesmo assim não me parece que no sábado consiga sair do Monte para a festa Sineense. Quanto a praia, este ano ainda só fui um dia, e lá para baixo só S.Torpes me agrada. O que eu preciso acima de tudo é descanso, dolce fare niente. Além disso, depois de começar a semana esfusiante com a possibilidade de realizar já em Outubro um sonho e riscar mais um item da listinha, a meio da semana levei um balde de água fria e parece que o sonho está adiado por tempo indefinido. O que me deixou a filosofar sobre os timings dos sonhos:
Nunca sentiram, ao haver a possibilidade de fazerem “aquela coisa” ou “ter aquilo” num determinado tempo ou altura, e que tal só faria sentido ou teria a importância que tem, a excitação, whatever, se fosse “naquele momento”, “naquela altura”, no timeframe em que tudo se conjuga? Não sei que percebem o que eu quero dizer aqui, mas eu nem sempre me consigo expressar bem, mas pronto, fica aqui a ideia de como me sinto.
É como sonhar uma infância toda com um Spectrum ou um Amiga, e comprá-lo quando já existia os primeiros Pentium e os Nintendos e as Segas. Não faz sentido, já não havia a magia, a novidade, não tinha grande significado. Pointless…
Bem, ontem, depois de reunião com as chefias fui empossada aqui no trabalho de novas competências. Cada vez mais me retiram da àrea de design e webdevelopment. Obviamente que isto não me agrada, não depois de eu andar a investir o meu tempo e dinheiro em formação na área.
Sou agora responsável pelo Marketing, planear estratégias, campanhas, analisar mercado, fazer a aproximação ao cliente etc.
Não é a minha área de formação, obviamente, mas de certo modo atrai-me. Gosto de ler sobre o assunto e sempre me fascinou o meio publicitário, aliás, quando concorri para a UNIV. foi para Marketing e Publicidade e Comunicação e Difusão. No fundo acho que o meu trabalho se desenvolve numa pequena intersecção destes dois.
No entanto, há que encarar estas mudanças como construtivas e diversificadas. Tenho a certeza que farei um bom trabalho, aumentarei o meu conhecimento na área, e concerteza, se não me safar também aprenderei com isso.
Deixo-vos com Astrud Gilberto, banda sonora perfeita para o verão. Neste caso, aplicado a mim é sempre assídua no aipóde, com uma ou outra música.
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